quarta-feira, março 04, 2015

Porque é que eu insisto??

O meu chefe tem um pote de barro enorme no escritório cheio de drops, uma merda horrorosa de que só esta gente gosta, e que me faz vomitar porque sabe a remédio, um cruzamento entre oleo de fígado de bacalhau com vitaminas sem sabor a laranja. Um verdadeiro noooooooojo.
Mas às vezes tem lá gomas das normais, e eu fui lá buscar uma, e vi uma cor-de-laranja e pensei: esta não é preta, tá tudo bem.
Pois não está. Tive que o cuspir fora, quase me vomito em pleno escritório.
Mas porque é que eu insisto ao fim de quase 7 anos?
(Dia 25 de Abril faz sete anos... como diabos se passaram 7 anos?)
Está aqui explicado, e com muita graça, o que são dropjes e a paranóia Holandesa com estes.


segunda-feira, março 02, 2015

Família canina à produção da TVI, ó fais favó!

Juro, que acabei de ver e ouvir o Kruk a mandar vir com a Petzi (a ladrar-lhe!) por a Petzi estar a puxar as orelhas à filha Juicy!
Os meus cães davam uma novela! lol
Há dias em que os sonhos da noite nos inundam o dia seguinte.
As sensações e as emoções que sentimos durante o sonho são tão fortes que estão presentes no meio do peito, sempre  a bater.
Aqui há coisa de um mês acordei numa felicidade intensa, exactamente igual aquela que sonhei. Hoje acordei com uma tristeza enorme, sem tirar nem por, igual à que senti durante o sonho.
Como é evidente, passará muito brevemente, se sobreviver à hora do almoço é muito.
Mas trocava de bom grado este nó na garganta pela alegria do mês passado.

quinta-feira, fevereiro 26, 2015

Diário da viagem ao Vietname & Camboja - DAY 15 - Bye bye Vietname, hello Singapore!

22 de Novembro de 2014, Singapore



Ao fim de 15 dias e relatos, acho que vale a pena explicar o que achei não dos sítios, mas das pessoas do Vietname e do Cambodja.

Não compreendo o porquê, mas os Cambdjanos falam inglês muitoooo melhor que os Vietnamitas. Qualquer pessoa no Cambodja, com menos de 35 anos, fala inglês, desde a senhora que vende na loja na aldeia, até os miúdos que te passam a vida a cravar "one dollar" por 10 pulseiras de 10 cêntimos.
Ambos são extremamente simpáticos e sorriem imenso, sorrisos doces, não uso a palavra por motivos poéticos, os Vietnamitas são doces e tímidos e a sério, o cúmulo da simpatia e da disponibilidade. Os Cambodjanos também, mas regra geral também te estão sempre a vender alguma coisa. Tanto uns como os outros não são demasiadamente chatos, se lhes dizemos que não queremos o que estão a vender, vão-se embora. Alguns até imitam os turistas e dizem "maybe later" ou "tomorrow". E lá vão à vida deles.

No entanto...but...there is always a but, right? Como em todos os países cuja riqueza de alguns depende exclusivamente do turismo, tudo é vocacionado e pensado para "aliviar" os estrangeiros de alguns dólares. Só uns de cada vez, tem que dar pra todos, é 5 dólares aqui, 10 dólares acolá, e quando se dá por ela, aliviariam-nos a carteira em 50 dólares por dia, e nem sequer chegamos aos souvenirs. E isso irrita-me profundamente e cria animosidade, e passo a achar que o sorriso é falso e que a bondade humana já não é o que era, e fico ainda mais irritada! Porque se há coisa em que eu acredito, é na bondade humana. 
E perco a paciência, e sou brusca sempre que vejo que me estão a tentar comer por lorpa (possivelmente a coisa que mais odeio no mundo), e borrifo-me pro sorriso e digo "NO!". E não é preciso tanto, eles só estão a fazer aquilo que aprenderam desde pequenos: olhar pros turistas como caixas de ATM ambulantes.

Só pra verem o quão real isto é, no Cambodja, um país onde 85% da população vive na mais estricta miséria, as máquinas multibanco só dão dólares, não é possível levantar Riels. Os preços estão todos marcados em dólares, porque claro, a população normal não tem sequer conta no banco, e ganham 18 dólares por mês, por isso obviamente, pra quê um multibanco?
O que enerva é a inflação que isto provoca, tudo é mais caro pros locais, por exemplo, um maço de tabaco custa 0,75 dólares.
Ora se ganham 18 por mês, 0,75 é uma pipa de massa!
Esse mesmo maço custou-me 1,25 no dia anterior porque o cabrão do velho que lá estava foi oportunista. Ganhou logo mais 2 dólares que o preço marcado. Vêm? Falo disto e começo logo a insultar, porque me irrita mesmo até ao âmago.

Adiante, fora esse "minor detail", todas as pessoas que conheci foram extremamente simpáticas, são como dizemos em Portugal, amorosos mesmo. Confesso que vim de lá com o coração cortado às postas, porque fico cheia de vontade de ajudar esta gente, e nestes países é claríssimo que tal não pode ser feito sem untar as mãos a muito boa gente. Ensinar cuidados mínimos de higiene e limpeza seria o suficiente para salvar muitas vidas, sempre e quando as monções ou os terramotos não as ceifam primeiro. E as crianças Cambodjanas são efectivamente lindíssimas, mais até que as vietnamitas. Enfim, tivesse eu vocação pra mãe e dava uma de Angelina Jolie (se bem que há muito boa criança em Portugal a precisar de um lar, e como!), mas its not my middle name, além do que o esquema pra adoptar miúdos no Cambodja é tão corrupto, que não ia conseguir sequer chegar à ficha de inscrição sem ter sido roubada antes 5 vezes. Isto era só pra terem uma ideia do quão lindas são as crianças no Cambodja ;)

No Vietname, a miséria também é muita, mas mesmo assim, vivem ligeiramente melhor que nos países vizinhos. Notem: li-gei-ramen-te!

Até porque há muito mais pra ver no Vietname que no Cambodja, e não foram vítimas do Khmer Rouge e o filho da puta do Pol Pot que deve estar a arder em brasas bem quentes no inferno. Uns ingleses que conhecemos tinham um guia que tinha sobrevivido aos campos do Khmer Rouge, que tinha estado refugiado em campos, e que se considerava a pessoa mais felizarda do mundo...vale a pena pensar nisto... 

Mas voltando aos Vietnamitas, são duma simpatia inexcedível, arrisco a dizer que são o povo mais simpático que já visitei até hoje. Os que conseguem chegar à universidade e que já são uns quantos, vão todos tirar inglês ou turismo....esses são normalmente os que encontramos nas recepções dos hotéis, especialmente dos melhores hotéis, e são muito bem formados pra literalmente servirem as pessoas para que nada lhes falte, e proporcionam a melhor atenção e serviço ao cliente que algum dia experienciei. O que foi mesmo pena, foi não conseguir conhecer ninguém que não estivesse ligado ao turismo, e o motivo é simples, fora em Ho Chi Minh que me pareceu que havia mais mistura, eles não se misturam muito com os turistas, mesmo quando estamos a comer com eles na beira do passeio, até porque falam muito mal o inglês e não se percebe nada do que dizem, o que torna as conversas muito básicas. Perguntaram-me várias vezes se era católica, por cause do fio que tenho no pescoço. Disse sempre que sim, e pra meu espanto, quase todos os que me perguntaram me responderam cheios de fervor: me too!!! Todos contentes que eles ficaram...eu não percebo como é que pode haver tanto católico aqui, ....!

Pra acabar e pra resumir, eis o que farei numa próxima viagem ao Vietname: voar pra Hanoi, tanto na ida como no regresso.
Contratar duas ou 3 viagens seguidas à Ethnic Travel, passar duas noites no La Siesta em Hanoi, voar até ao Essence Hoi An por duas noites (caso o forecast mostre que não chove) e mais 3 ou 4 noites no Essence de Phu Quoc, igualmente se não estiver a chover, se não é apanhar o avião mais rápida possivel dali pra fora, por exemplo pra Tailândia.
Belíssimos países, belíssima gente, óptima comida, recomendo vivamente a qualquer amigo, e sem dúvida que um dia voltarei.

Lucky Buda pra todos nós!!!

Pra rematar as férias, a Martinha fez-me uma grande surpresa e levou-me a almoçar ao 33 andar do Marina Bay Center como prenda de aniversário. É surreal poder matar saudades e por a conversa em dia enquanto se olha pra melhor vista da ilha de Singapura. Surreal porque somos ambas Portuguesas, ficamos amigas na Holanda, e estavamos a celebrar os meus anos em Singapura. Mais que surreal, um verdadeiro privilégio ter uma amiga que nos faz sentir tão especial. E que sem eu ter de explicar me presenteou com a tarde perfeita: vinho e tapas no topo do mundo, seguido de um passeio pelos jardins que me falharam no outro dia, e o resto da tarde abancadas no sofá a ver filmes, um cómico (The Heat) e outro tão enternecedor, tão bonito, com uma fotografia maravilhosa e um conjunto de actores de fazer chorar as pedras da calçada, dirigidos pelo Dustin Hoffman. Chamava -se Quartet.

Sopinha, taxi, aeroporto e taxi, e cá estou eu, agora de coração cheio e alma quentinha, pronta pra voltar pra casa. Este último dia foi: perfeito. A Marta não existe, esta garota nunca falha! Ca ganda final!!

Highlights

A Marta
O 33 andar do Marina Bay Center e a sua vista deslumbrante
Os filmes no sofá
A Maggie Smith no Quartet
Sem dúvida, o dia mais perfeito de todos.
PS:ainda no avião mandei abaixo "o gato entre os pombos" da Tia Agata



quarta-feira, fevereiro 25, 2015

Diário da viagem ao Vietname & Camboja - DAY 14 - De Hoi An a Ho Chi Minh (Saigon)

21 de Novembro de 2014, Vietnam




Chove torrencialmente e durmo até tarde e desisto de ir até à cidade, fico a ler e já vou quase no fim do segundo livro da Tia Ágata. Às 3 da tarde apanhamos um taxi pro aeroporto e seguimos pra Ho Chi Minh, onde também há-de estar a chover. Que seca, nem deu pra praia, nem pra snorkeling, estou aborrecida. A viagem correu muito bem, mas devíamos ter comprado menos voos e termos tido mais flexibilidade nos destinos, podíamos ter subido pra Hanoi mais uns dias...oh well, é assim que se aprende. Foi como a primeira vez que fui a NY, agora já tenho outra noção e outro ritmo quando lá vou.

Recebi comentários muito negativos de Ho Chi Minh ao estilo: não vale nada, é feia, é caótica, não tem nada pra ver excepto os túneis, passa lá o mínimo de tempo possível. Por isso a minha expectativa é minúscula, e a única coisa que lá vou fazer é jantar. No sábado o meu avião arranca às 9:15, e depois tenho um dia de Marta e Rui, e avião às 23:55.

A verdade é que estou cheia de saudades dos meus estarolas :( Eu sei que é pateta, eles estão mega bem acompanhados e tratados, mas eu tenho saudades de acordar ao lado do meu Bitoquimho, da minha Juicy e da minha outra senhora do meu coração: a minha Petzi.
Está quase!

Jantamos num Japonês muito bom, o Ichibna, que fica no district 1, que é onde se acumulam os estrangeiros e os expats, mais milhoes de vietnamitas. E não sei quantas miúdas locais com velhos rebarbados, a jantar ou a beber um copo. Vá lá que vi prostituição discreta e não declarada. Dizem que é muito parecido a Bangkok, como ainda lá não estive não sei dizer, mas se for igualmente irrespirável, acho que é cidade onde não duro mais que umas horas em trânsito.
Ho Chi Minh cheira mal, o ar é super pesado e poluído, a humidade é imensa, juro que não se consegue respirar, e só suspirei de alívio quando me meti no taxi no dia seguinte pra vir embora. Em suma: detestei, nunca mais cá ponho os pés a não ser que seja obrigada.

Vietname sim, Ho Chi Minh nunca mais.

Highlights
Mais um livro da Tia Àgata mandado abaixo -uma dose mortal
O restaurante Ichibna

terça-feira, fevereiro 24, 2015

Diário da viagem ao Vietname & Camboja - DAY 13 - Hoi An - Marble Mountains

20 de Novembro de 2014, Vietnam



O dia está cinzento, ameaça chover, mas mantemos o combinado e vamos ter com os Belgas ao Hotel deles e partimos numas motas que alugamos pras Marble Mountains.

Lá chegados, começamos a subida dos degraus em busca dos budas e da lady buda dos templos.
Eu só queria dormir, não estava nada com vontade de fazer sight seeing, está frio, nublado, só apetece encolher-nos na cama a xonar, mas estamos atrás do sol posto, não pagamos uma pipa de massa pra ficar a dormir, né Sofia?

No primeiro templo há um homenzinho que passa a vida atrás de nós a dizer "lucky buda", "photo lucky buda"! Nós lá seguimos o elemento e encontramos uma imagem dum Buda espectacular. O melhor de todos os que vimos.
Sobe degraus, desce montanha, sobe montanha, desce degraus, budas por todos os lados, visitamos as covas todas, e por volta do meio-dia, damos a visita por acabada, descemos pra almoçar e sair em direcção a My Son, o outro santuário. Só que as nuvens não param de ficar mais negras, e a caminho encontramos um casal de holandeses que estavam ensopados até às cuecas, e que nos disseram que não parava de chover. Desistimos e voltamos pra trás. O meu companheiro de viagem tinha-se esquecido da mochila no restaurante das Marble Mountains e foi pra trás buscá-la, e eu abanquei no Mango Mango a beber chá de gengibre, lemon grass e mel.
Ao que chove, parece-me que hoje mando abaixo outro livro da Tia Ágata....logo vamos jantar novamente ao Miss Sao com os belgas, e espero deitar-me bem cedo, que eu estou estafadinha de tanta actividade!

Ah, vida dura...NOT!!!

Highlights

Lucky Buda nas Marble Mountains
O meu segundo livro nas férias já marchou! Os quatro grandes do Poirot











segunda-feira, fevereiro 23, 2015

Diário da viagem ao Vietname & Camboja - DAY 12 - Hoi An - praia

19 de Novembro de 2014, Vietnam



Hoje combinamos com o Ronny e a Carine, e fomos procurar as praias de Hoi An.
De bicicleta, pelo caminho vimos uma turista que dava gritinhos de alegria em cima dum bufalo. Tudo serve pra sacar mais uns dólares ao turista. Nós que assistimos à cena, só nos conseguíamos rir a bandeiras despregadas.

Chegados à praia, o mar picado tinha comido a areia, tinhamos só um niquinho :(
Passei o dia esticada na espreguiçadeira, a ler um livro do Poirot. Agatha Christie em férias não falha, entretém e anula tempos mortos, sem nunca cansar o cérebro.

Almoçamos crab com tamarind, dormimos uma sesta, e acabamos no hotel dos nossos amigos onde fiz mais uma massagem fabulosa. Tudo o que queria fazer à noite era jantar uma sopa e dormir, mas viemos jantar à cidade, e escolhemos o Miss Sao.
ESPECTACULAR, a melhor comida até hoje no Vietname, e a mais barata. Comi woutons, que é uma espécie de dumplings cruzado com raviolis. Maaaaravilhoso! Gostamos tanto que decidimos lá jantar nos dias seguintes.

A seguir fomos a uma Wine house que fica dentro do museu das pedras preciosas. Já não suporto mais cerveja, sinto-me um barril com pernas! O espaço é lindíssimo, um bocado caro, mas vale a pena. Sentada no bar, caga-me um pássaro na perna, uma coisa pequenina, vá lá! Ainda bem que as vacas não têm asas! Dizem que dá muita sorte. Isso espero! Dava-me um jeitaço ;)

A seguir voltamos ao Q bar, onde pra meu espanto projectavam numa parede exterior, um clássico com o Clark Gable. Sentamo-nos e eis quando oiço "olha lá"! vindo de uma boca que não era a nossa. Uns 8 ou 10 tugas estavam de visita também.
Passado mais 15 minutos aparecem mais 3 miúdos de Castelo Branco, também eles de mochila às costas como eu. Os outros eram Coimbrinhas, que tinham vindo de passeio à Ásia. Not my kind of people, já levei que chegasses com eles quando estudava em Coimbra. Fiquei na conversa com os putos, e eram meia noite meia quando decidi voltar pra casa. Como nao tinha vindo de bicicleta, fui numa mota com um homem que tossia e cospia desalmadamente, foi o meu pseudo taxista, mas à meia-noite e meia já não havia outra solução....quando me vi na cama até achei que era mentira!

Highlights

Banhos de sol
A Miss Sao













Esta conferência do TED é MUST WATCH

Têm que ver, isto é mesmo mind blowing!

domingo, fevereiro 22, 2015

Diário da viagem ao Vietname & Camboja - DAY 11 - Hoi An

18 de Novembro de 2014, Vietnam



Nove e um quarto é muito cedo pra uma partida de avião. E tenho o intestino avariado, acho que lhe dei mais do que devia no chá de gengibre...a ver se perco os dois kilos que ganhei nestes dias ;)

Dizem que está a chover em Hoi An, eu espero que a previsão meterológica esteja equivocadíssima!!

Mas não estava, chove que Deus a manda... E nós instalamo-nos num bar a mandar jolas abaixo!
Quando a chuva abrandou saltamos de café em café, fomos vendo a cidade que é um bijouzinho, regressamos ao hotel de bina, e viemos jantar ao Morning Glory. Bem fixe, mas caro (pro Vietname, entenda-se!).
E nisto sou sobressaltada com abraços e exclamações: os nossos amigos Belgas, o Ronny e a Carine, tinham-nos encontrado! Foi tão fixe! Estes senhores são uns grandes personagens, tãoooo simpáticos, que se não fosse eu conhecer mais Belgas à patada, pensava que os belgas são um povo amoroso, caloroso e simpático, eheheh
O certo, é que foram das melhores coisas que nos aconteceu nesta viagem, um casal com 60 anos, com uma filha da minha idade, super activos e cheios de vida e de vontade de viver e viajar. Com um coração enorme, pessoas simples que aproveitam cada momento e que estão disponíveis pra andar de um lado pro outro com dois "putos".

Hoi An é uma vila pequena, que de noite se ilumina inteirinha com baloēs de luz e velas mil. Tem imenso artesanato local, é uma tentação pra qualquer turista àvido de souvenirs. Tem imensos costureiros por todo o lado, que replicam fielmente qualquer peça que lhes mostremos e a fazem à nossa medida. Tal como todas as cidades que vivem do turismo, a única coisa chata é estarmos a ser constantemente abordados pra que lhes compremos alguma coisa, façamos uma massagem, jantemos no restaurante deles. Do lado de lá da ponte estão os backpackers, do lado esquerdo, a malta mais velha e com algum dinheiro que quer comprar coisas e tem possibilidade de pagar um restaurante ou um bar mais caro que o normal no Vietname.

Bem gira esta vilazinha, foi uma dica da Telma e do Pedro a quem muito agradecemos!

Highlights

O Ronny e a Carine
Hoi An iluminada à noite














sábado, fevereiro 21, 2015

Diário da viagem ao Vietname & Camboja - DAY 10 - Hanoi, a cidade da loucura

17 de Novembro de 2014, Vietnam




Hanoi está sempre em movimento, só pára lá pras onze da noite. Motas constantemente a passar, pessoas constantemente a cozinhar e a comer, lojas constantemente a vender, tudo é...constantemente.
O nosso hotel ofereceu-nos um upgrade e estamos agora no La Siesta Hotel, mesmo no Old quarter. É um oásis de paz, o serviço é pra lá de extraordinário, e têm o melhor chá que bebi desde que cheguei: gengibre, lemon grass e canela. O único stress é que a partir de agora, todos os outros hoteis nos parecerão miseráveis, mesmo que excelentes. Realmente, se me perguntarem o melhor de Hanoi, eu vou responder: o Hotel La Siesta. Os empregados são todos tão simpáticos que dá vontade de estar no hotel pra ser atendida por eles! E o Spa ainda não abriu, porque se houvesse spa, eu duvido que tivesse mexido uma palheira pra fora do La Siesta o dia todo.

Bom, já perceberam, escuso de estar a bater na tecla, realmente foi top.

De manhã saí pra passear e fazer um shoppingzinho...acho que andei 50 metros até à primeira paragem...uma loja de quadros onde estavam 3 rapazes sentados a pintar os quadros à mão pra atestar que aquilo não eram prints manhosos. Comprei um quadro enorme, e lindo de morrer, e outro mais comercial que diz Hanoi, também muito giro. Ambos custaram-me 26 euros.
Sim, ambos! Só não trouxe a loja atrás porque me controlei (não muito), mas havia lá quadros espectaculares. Mais abaixo encontrei outra artista que pintava qualquer foto que lhe entregassemos. A senhora era mesmo muito boa, foi pena eu não ter uma foto de família porreira, senão encomendava-lhe um quadro. Ela estava a reproduzir uma foto a preto e branco dos anos 20/30, tirada em Paris, fabulosa.

A seguir afundei-me em sapatos...é que eu calço o 34 e estes tipos fazem os sapatos pra Zara no mundo inteiro, e pra mais 300 mil marcas! Estiquei-me um bocado (muito), mas cada par custava 15 euros! Três sabrinas e umas sandálias depois, dei o tasco do shopping por encerrado. Faltava uma coisa, uma Chanel falsificada pra minha amiga Cristina. Não que ela me tivesse pedido, mas eu sei que ela gosta muito e como faz anos em Janeiro, era giro arranjar-lhe uma, disseram-me que as havia por 17 dólares... Entro na Swarosky e pergunto a uma das moças que lá trabalha, onde é que posso arranjar uma "fake chanel". E ela pergunta: fake one, fake two, or super fake? Wtf! Eles têm classificações pros tipos de falsificações! Muito à frente!
E foi amorosa e deu-me uma morada, e lá fui eu, com o Mister Ming no tuk tuk (cabrão do velho limpou-me quase 7 euros por hora e meia de tuk tuk), à procura da morada.

Quando lá chego, o número 27C era um cabeleireiro...há um senhor mesmo à frente da loja que me vê, pede-me o papel com a morada tipo porteiro, e manda-me entrar no cabeleireiro e subir umas escadas... quando chego cá a cima vejo uma salinhapequena, praí com 9 m2 no máximo, cheia de malas e sapatos, tudo falsificado, alguns com etiquetas e tudo (os super fake). Ele era Vuitton, Chanel, Manolo Blanik, Ferragamo, you name it.
As tipas olharam pra mim com cara de: como é que esta ave rara veio cá parar?! E claro, como sou estrangeira e tenho cara de multibanco com pernas, pediram-me 250 dólares por uma mala, e eu recusei. Eu sabia que elas custavam 20 dólares pras pessoas locais, as gajas estavam mesmo a ver se me arrancavam o pelejo. Quando lhes disse que nem pensar, disseram-me: tens ali o mercado, boa sorte! Bitches!

Lá fui eu ao mercado, no meio de freaken no where, e novamente vejo uma porradona de gente a olhar pra mim com cara de "esta anda aqui perdida, donde terá caído o pardal?!", e percebo que estou no meio da real thing, este mercado não era pra turista ver, era mesmo deles, e vejo de tudo à venda, inclusivamente cágados pra comer, e graças a Deus não vi cães nem gatos, senão acho que me dava uma coisa má... E vejo daquelas bancas à Bourdain, e penso 3 vezes se me sento ou não a comer com eles e depois penso: é melhor não, não consigo identificar a comida, e 90% disto parece entranhas, esquece. I'd better not.

Volto ao Mister Ming (vi-me lixada pro encontrar!), e fui de volta pro Old quarter, e decido voltar pro hotel, tinha a cabeça cheia, já não quis fazer mais visitas turísticas, o meu cérebro explodia de informação.

Sentei-me a almoçar num restaurante ao lado do hotel, trip advisor winner 2014, ah? ;) e mandei vir umas ameijoas com molho picante que eram a p.... Da loucura. À minha frente sentou-se um casal Brasileiro muito novinho e simpático, que me fizeram companhia ao almoço.

Atravessei a rua e fui fazer uma massagem nos pés (ou God, a senhora foi 5 estrelas, e cheia de vergonha - os Vietnamitas são super tímidos, é tão giro :) - disse-me que tenho problemas de pulmões, fígado e de coração, tudo porque o meu pé esquerda doía em tudo o que era ponto...tou quilhada meu, mais me vale encomendar o caixão! :))))

Voltei pro hotel eram 5 da tarde, falei com o meu Pai via facetime (o meu irmão foi pra Angola na semana passada e não os avisou, e eu no Vietname sem avisar a minha Mãe, coitada, quase a empacotamos, ahahahaha), tomei uma banhoca maravilha e fui jantar outra vez ao mesmo sítio. Comi novamente como uma porca (já engordei dois kilos, tenho que começar a fechar a boca urgentemente), e sentei-me no rés-do-chão a beber um vinho. À minha frente sentou-se o Martin, um Canadiano muito simpático, com quem dei umas gargalhadas porreiras. Infelizmente, ele não vinha ainda pra Hoi An, pelo que nos despedimos passado umas horas de conversa com um: have a nice life. Acontece imenso nestas viagens, já nem vale a pena trocar emails a não ser que o trajecto seja o mesmo. Como dizia a música: la vida es una tômbola, twist twist tômbola.

Highlights

Sapatos do meu número!
O quadro branco, cinzento e vermelho
A massagem aos pés
O restaurante mesmo ao lado do hotel
O La Siesta luxury boutique hotel
A loja de malas falsas refundida no meio do nada
O fixe do Martin















Esta profusão de fios nos postes é retratada imensas vezes em quadros. Não sei como não ficam todos eletrocutados quando chove...

Esta Senhora era extraordinariamente bonita, tinha uma classe inacreditável, parecia que a nobreza andava de bicicleta. Linda.