terça-feira, janeiro 27, 2015

Recomendo vivamente este workshop, a formadora é bruuuutal!

Workshop Saber Comer Hoje: um investimento

Por Maria José Sousa Lobo

 

Critérios para as escolhas alimentares de bem-estar a longo prazo

 

7 fevereiro, 9h30 – 13h30

                                                                                                              

Lisboa, Espaço INATEL Mouraria                                              

Rua da Mouraria, 64 (Ed. Amparo), 4º andar

 

Inscrições: 

Associados INATEL - 20€ | Não Associados - 25€

 

Mais informações/inscrições:

210 027 154aconim@inatel.pt

 


sexta-feira, janeiro 23, 2015

Já agora, o link pra loja dos cogumelos - Gumelo Portugal

http://www.gumelo.com/pt/

Estou siderada, a sério, é incrível o que cresce da noite pro dia, pra mais eu sou a pessoa que deixa morrer qualquer planta, que só não deu cabo do alecrim no jardim porque é mega resistente.
Ver crescer algo assim, que me custa duas borrifadelas por dia, é.... woooow.
Obrigada Fernandes, és a maior!

Como ler os posts sem abrir o blog - Feedly

Eu usava o google reader, mas "mataram-no", e desde então que uso o Feedly: https://feedly.com
Dá pra organizar por categorias, é actualizado automaticamente, e consigo ler no telemóvel e no tablet através da app (no PC também), e tem uma velocidade de download muito maior.
Ora porquê este post? Porque houve gente que me disse que tinha dificuldade em ler o blog no browser (safari, explorer, chrome) nos outros devices que não o computador. O que é natural, porque quando o fazem estão a descarregar a página toda, com fotos e tudo, e torna-se muuuuito lento, além do que se farta de consumir megas.
Usem o feedly, ou outras plataformas do género (quem quiser deixar opções na caixa de comentários, está à vontade), e não deixem de ler quem vocês mais gostam de ler, seja eu, ou outros :)
Bom fim de semana!

É que nem cogumelos!

Agora é que percebo a expressão!! Wooow!!

quinta-feira, janeiro 22, 2015

Podia mandar-te um sms

Mas não era a mesma coisa!
Fernandes, os cogumelos estão finalmente a crescer! Mas eu agora vou pra Holanda 15 dias, que lhes faco? ;) 
Vou ter de levar "a crianca" pra Braga juntamente com os caes? :))) O meu Pai vai adorar lol




Tem um ar um bocado nojento, não achas? :)))

É a tua vez

Sempre foste mais sensato que eu, sabes sempre o que fazer, nunca te enganas e raramente tens dúvidas.
Sempre quiseste viver fora, mas foste adiando, não por ti, mas por nós.
E eu aproveitei sempre o facto de seres tu o presente, pra ser a ausente.
Eu fiz Erasmus, eu emigrei, e tu aguentaste o barco do lado de cá, e agora é a tua vez.
Vais fazer parte da banda dos emigras, é a ti que te vais custar agora entrar no avião, passar 4 meses sem vir a casa, gerir as férias de modo a que dê pra tudo, estares com quem mais gostas e gozar o tempo de lazer que mereces.
És tu agora quem vai estar ausente, que vai chorar de saudades, que vais ter pena de não poderes estar presente nos pequenos momentos que fazem toda a diferença.
És tu quem vai curtir as novidades diárias, enfrentar os desafios constantes, crescer quando já se pensa que se cresceu tudo, tornar-te ainda mais independente no dia-a-dia, e mais dependente dos que te rodeiam.
Vais trabalhar com outras culturas, rir-te, irritar-te, vais querer estar onde não estás, e ficar feliz por estar onde estás.
É a tua vez Mano, é a tua oportunidade, é a tua vontade, são as tuas alegrias e as tuas tristezas.
Foi pra isso que eu regressei, pra tu poderes partir, sem receio de estares a deixar alguém desamparado.
Não vou conseguir fazer o mesmo bom trabalho que tu, o meu mau feitio não permite, mas vou tentar, pra que te custe menos estar fora, pra que possas aproveitar ainda melhor cada momento desta aventura que é viver fora, não só do ninho, mas de Portugal.
E um dia vais voltar cheio de histórias na bagagem pra contar aos teus filhos, Pais e irmã.
É a minha vez de ficar cá e ver-te ir.
Vai com Deus, e que a tua estrelinha maravilhosa jamais te abandone.
Vai ser espectacular, vais ver.

quarta-feira, janeiro 21, 2015

Batman, superman, 696969, really?!

A sério que as vossas passwords são tão básicas?
A sério?
Não põem fotos dos vossos filhos no facebook porque não querem expôr as crianças, e deixam os vossos computadores pessoais, onde a vossa vida está toda no vosso email e no folder com fotos e vídeos, e onde acedem à vossa conta bancária, à mercê dos hackers com passwords básicas como estas.
A sério? Really?
Arranjem um cérebro, pa.

Rank Password Change from 2013
1 123456 No Change
2 password No Change
3 12345 Up 17
4 12345678 Down 1
5 qwerty Down 1
6 123456789 No Change
7 1234 Up 9
8 baseball New
9 dragon New
10 football New
11 1234567 Down 4
12 monkey Up 5
13 letmein Up 1
14 abc123 Down 9
15 111111 Down 8
16 mustang New
17 access New
18 shadow Unchanged
19 master New
20 michael New
21 superman New
22 696969 New
23 123123 Down 12
24 batman New
25 trustno1 Down 1

terça-feira, janeiro 20, 2015

Fazer algo que nunca fiz antes, uma vez por semana

Esta é a minha intenção há uns meses (quase anos), nem sempre cumprida, mas que tento levar a cabo sempre que posso. Às vezes acontece fazer três coisas num dia, e  ficar atestada pras semanas seguintes!
Por exemplo, esta sexta que passou fiz 3 coisas que nunca tinha feito:
- Pilates com máquinas - é uma espécie de auto-massagem que ajuda a corrigir a postura. Adoooro.
- Ver um filme Holandês - Matterhorn - muito cómico e bem feito, vão ver se souberem Holandês, eu cá fui porque tinha legendas em Português! :))
- Vir a pé pra casa, da rua da Rosa até quase à Praça de Espanha - hora e meia de conversa e perna em movimento, perdi um kilo, vai buscar!

Ganda pinta, não acham?
Agora tenho que arranjar outras tantas pra quando os créditos destas acabarem :)

Experimentem, a sério que é uma sensação de realização extraordinária!

domingo, janeiro 18, 2015

Há poucas coisas melhores na vida...

...que estar abraçada às mantas, enquanto lá fora há um dilúvio a correr. 
Neste momento estou prestes a desfazer-me em pó na minha cama entre chuva a bater, Jane Austen e três cães a acompanhar. 
Mas a sério, ele há coisa melhor na vida? I don't thiiiiink sooooo!!

sexta-feira, janeiro 16, 2015

O Clube dos Artigos

Eu gosto muito de ler a Cup of Jo, e a Swiss Miss, que são bloggers a sério e cujas páginas proporcionam mais entretenimento que qualquer revista que por aí ande.
Falam e abordam de tudo e todas as sextas-feiras fazem o "friday link pack", com coisas que viram por aí pela internet, e descubro verdadeiras maravilhas que de outro modo me passariam ao lado, principalmente design, decoração e livros.
Aqui há uns tempos li no Cup of Jo, que a Joanna Goddard fazia umas reuniões de amigas chamadas: Article Club. Não é um clube de leitura, mas sim um clube de ... artigos de opinião, que ajuda a passar o inverno.

"But we'll read articles. We'd all read the same story—from, say, The New Yorker or Elle—and chat over wine and snacks. It would be fascinating, timely and a much easier commitment than a book club (because, honestly, who ever finishes the book on time?). And it would make the winter feel fun."

Mas a parte do texto que me chamou realmente a atenção foi aquela em que ela explica que este tipo de encontros aproxima as pessoas, e as torna mais íntimas, que as ajuda a conhecerem-se.
Vai daí não fui de modas, e convidei algumas "artistas", e quatro miúdas juntaram-se para chá e bolinhos, vinho e queijo, numa quarta-feira à noite.
Falamos de tudo menos do artigo, confesso, mas atendendo a que o artigo era sobre fazer amigos depois dos 30, como todas tínhamos mais de 30 (Joana, cale-se que apenas 2 meses faltavam) acho que o tema foi superado por não fazer muito sentido, umas vezes que estávamos reunidas 4 pessoas, das quais 3 só se conheceram depois dos 30. E eu gosto muito das outras duas, e tenho-as como minhas amigas, no verdadeiro sentido da palavra.
Por isso falamos de política, de religião, de quem somos, do que gostamos, de livros, de filmes, de séries, foi mesmo conversa como as cerejas, puxar um tema e a seguir vir outro.
Como a disponibilidade não é muita, combinados um encontro de dois em dois meses, e no próximo já vamos ter "um artista convidado", o primeiro moçoilo a juntar-se a nós, e que acho que vai gostar muito deste grupo.
Thank you Joanna for giving us the best idea of this winter time!

Amor, paixão ou "enfatuação"? Talvez apenas efabulação?

http://observador.pt/2015/01/15/quer-apaixonar-se-faca-estas-36-questoes/

Poderá um questionário fazer-nos apaixonar por outrém?
Quando conheço uma pessoa, uma das primeiras perguntas que faço (depois de nome, idade) é: o que é que te faz feliz?
Isso trouxe-me muitas e boas amizades, se calhar se seguir este questionário ainda arranjo mas é um marido, que medo.
O que acham? Li isto e achei-lhe um piadão, estive a pensar... e se eu publicar estas respostas todas aqui no blog, quantos apaixonados ganharei eu?

quarta-feira, janeiro 14, 2015

Viajar como quem nasce...

(este texto não é da minha autoria, mas sim da MJL. Mas quis e pedi para publicar porque acho que vão gostar muito de cada palavra. Obrigada à autora por exprimir-se de modo tão claro sobre o que é ser-se sentimento quando se viaja)

…viajar em modo adagio, como quem se deixa nascer para outra realidade, sem juízos de valor, como a atitude das crianças que entram neste mundo, de repente, sem guia turístico ou outro, a abrir os olhos, os ouvidos, a tatear, a captar…Nunca ficamos iguais depois de uma viagem em que o pensamento se exercite a ficar numa atitude de receptividade, de compreensão , de descoberta, de conexão.
É criançar , é ter vivências desmedidas, sentir sem limites de pensamento, como se os sentidos fossem mais de cinco, e um sexto, um sétimo sentido nos arrastasse para além do descritível pelas palavras sensoriais .
As crianças captam, ouvem, expandem a cada minuto, a cada olhar, a cada abrir e fechar de olhos.
Extravasar os limites da fronteira que é a nossa pele , o nosso corpo, e captar o que vibra, o que vive,o que não podemos classificar nem julgar.
Nós vamos sendo condicionados na maneira de olhar, de ouvir, de tocar, de expressão … aprendemos códigos de comportamento, sempre sujeitos à interpretação num espaço e numa comunidade. Morremos aos poucos por inação , por atilhos a prender movimentos, pensamentos. Copiamos , comparamos, não criamos…Deixamos de ser crianças.

Quando viajamos sem preocupações de grandes informações prévias a descoberta interpela-nos mais a nu, sem estarmos nem na defensiva nem na comparação. É bom olhar e ver como as crianças, sem imaginar antes…O quê? O que sente quem nos olha? Temos uma barreira física dentro da qual nos movemos e nos introduz antes de falarmos. Linguagem não verbal .

Sentir não é comparar. Sentir tem as portas dos sentidos e as outras para entreabrir e esperar o que surge. Sentir é expectante. Nascemos de novo, pois quando entramos neste mundo temos o mais difícil exercício de adaptação ao desconhecido de toda a nossa vida. A superar para viver. E viver será sempre superar. Se flutuamos não vivemos, estamos sem sentidos de olhos abertos.
O absoluto e o relativo…Porque é absoluto o que conhecemos e relativo o que é desconhecido?

Viajar relativiza-nos. Recoloca-nos perante nós próprios. O absoluto passa a ser o relativo…É tudo absolutamente relativo. Segurança? No equilíbrio do momento. Quanto mais arrisco mais momentos seguros sinto. Obrigo-me a encarar a fragilidade do momento e a segurá-la para não cair…
As paredes entaipam, limitam, fazem-nos retroceder porque não deixam avançar. Quem não avança recua.

Ir é sempre um futuro …Para onde vais? Para o futuro… nada mais do que isso. 


Dezembro 2013



Mulher bonita não...





I love Porta dos Fundos!

terça-feira, janeiro 13, 2015

O melhor das férias?




Os amigos que se fazem, com toda a certeza!

Imaginem o que é na primeira noite em que nos vemos de pijama, eu e a minha colega de quarto vermos que os pijamas são iguais, os nossos casacos de viagem só mudam de cor, que quando abertas as malas as camisas são iguais, e que pronto, somos Sisters, ou em "inguelish": Sistas!
Foi amizade à primeira vista, ou ao primeiro pijama! Somos parecidíssimas, ambas aceleradas, cheias de vida, independentes, pensamos da mesma forma, gostamos mais de viajar que de hotéis de cinco estrelas, chegou ao ponto de falarmos em uníssono! Ganhei uma amiga, uma irmã ao estilo: separadas à nascença.

Ao fim de três dias eu e a Sista já fazíamos ginástica de manhã como a Maria José, sim, que nós queremos todos ser como ela, a mulher mais genial de todos os tempos, que com 78 anos nos deu uma lição de vida a todos, ao mesmo tempo que se esforçava por aprender com todos nós. Quem é que está disposto a aprender com esta idade? Só alguém muito extraordinário.
Destemida, independente, com um positivismo e uma sabedoria na hora de viver que me deixou a mim a um canto, valente, curiosa, ela dança tango, ela dá workshops de alimentação saudável, ela acorda a fazer ginástica, faz tai-chi e shi-kung (depois vejo como se escreve), ela desenha, ela maneja a máquina fotográfica xpto como ninguém, ela ri, ela nunca, mas nunca se queixou de um passeio a pé, fez os kilómetros todos (e foram muitos!) sem um ai, ela anima toda a gente, ela fala pelos cotovelos e conta histórias maiores que as minhas e muito mais giras, ela tem mais 40 anos que eu, mas trata-me como qualquer das minhas amigas da minha idade, sem maternalismos, sem preocupação afogada de mãe e já tem filhos e netos, a Maria José é uma companheirona, e viajar com ela é O privilégio.

Ganhou um "mánágér" que não sabe fazer contas, mas que é um mimo de pessoa, sempre atento, educadíssimo, se não fosse advogado dizia que era um verdadeiro Senhor! Estou a brincar Nuninho! Um fixe, um porreiro, um castiço, com imenso sentido de humor, este moço é um poço de informação sobre literatura e história.
Gostamos do mesmo tipo de livros, dos mesmos filmes, das mesmas séries, e quando chegamos à Necrópolis vibramos com a mesma intensidade quando eu disparei: e ainda há quem não entenda como é que eu gosto mais de vir visitar a Pérsia que de passar três dias esticada ao sol como um bacalhau! Naquele momento o Nuno olhou pra mim e disse-me: eu entendo-te. E descobrimos ali que ambos nos desesperávamos a comprar sapatos e vestíamo-nos na secção de criança! Estava o laço feito, podemos ir juntos às compras da Fnac até à Benetton pra miúdos ou gente baixinha como nós :)) 

O que eu me ri com ele foi incrível, apenas superado (se possível) com o quanto me ri com a Isabel, com especial relevo no dia que levamos 40 minutos a atravessar uma praça que se leva 4 minutos a cruzar. Há fotos minhas de rabo pro ar com um tripé minusculo ao lado dos mega tripés dos chineses que lá estavam, e nossas ajoelhadas no chão de tanto rir. A Isabel que ao fim de uma semana já me lia o olhar e me entendia sem palavras. A sempre atenta, carinhosa, alegre, despachada e decidida moça que comprou um tapete ao mesmo tempo que eu, e sem pestanejar. Ah carago, o que eu gosto de gente decidida, que se manda pra uma viagem sem conhecer ninguém num pulo! Com a Isabel aprendi o que é a solidez, a constância, e a perenidade de uma amizade começada anteontem. 

E da Isabel passo à Vera, que embora não os tenha fisicamente, tem psicologicamente, tomates! Pra frente é que é o caminho, sabendo o que quer e o que não quer, a coerência em pessoa. E tem o mesmo ângulo que eu pra fotos, aliás, tem mais e melhor, ao ponto de eu ter deixado (praticamente) de tirar fotos pra ficar com as dela, assim como assim eram iguais, e a máquina dela era melhor que a minha, why bother? 

A Maria João, que me falou nos interrails dela há mais de 20 anos atrás, sozinha, Europa fora, e que me lembrou imenso da minha Broa, com a mesma forma de falar e de pensar. Que trouxe um tacho pequenino do Irão, com a etiqueta do preço e tudo, só pro por em cima da mesa de modo decorativo, pra se lembrar da viagem e de nós. Não vale a pena repetir que é outro poço de literatura, história e conhecimento, vale? 

Last but not the least, o nosso líder viajante, o Filipe.
Não sei se ele seria capaz de me aturar a mim e ao meu irmão na mesma viagem, mas caramba, nós somos iguais, só muda o sexo, e ele atura um e mete-se numa viagem com o outro? É de herói, pá!
E aturou-me estoicamente, sem nunca me mandar calar. Eu acho que ele já sabia por experiências passadas que não devia valer a pena esforçar-se ;)
O paciente, o calmo, o tranquilo, o porreiro, o castiço, o risonho, o grande coração que é este rapaz que se emociona todos os dias com as nossas alegrias e com o que vê pelas ruas.
Filipe, chegaste ao ponto de eu te deixar fazeres as mesmas piadas que o meu irmão, e como explicar isto: once you go that far, you don't come back. Os meus amigos são aqueles a quem eu autorizo a piada e ofereço porrada simbólica, e tu conseguiste passar essa linha, e pronto, tás quilhado, agora é Kuoiso e Kuoisa! Mas diz lá, vá lá, eu sou mais fixe que ele não sou? Uma fácil, é o que eu sou!

Como é que podemos conhecer tanta gente parecida conosco numa única viagem? Com as mesmas paixões, pontos de vista, todos tão diferentes, todos tão parecidos, todos tão apaixonantes? 

Sorte a minha!



Só pra vos dar um cheirinho da viagem ao Irão...

Enquanto publico a da Indochina, aqui vai um cheirinho da viagem ao Irão pela pena de Filipe Morato Gomes, o nosso líder da Nomad nesta viagem, e hoje meu amigo a quem estou eternamente grata por me ter proporcionado a viagem com que sonhei durante mais de vinte anos enquanto lia o Samarcanda do Amin Maalouf.
Agora vão ter de esperar pelos meus relatos e fotos, mas nada supera a experiência e a vivência, mesmo tendo de usar um lenço na cabeça como as meninas do Albert Heijn.
É só usarem os links.

Diário da viagem ao Vietname & Camboja - DAY 5 - De Phu Quoc a Siem Reap

12 de Novembro de 2014, Cambodia

Há umas senhoras a vender fruta na praia, com os seus chapéus em bico. Sempre muito queridas, e acima de tudo, nada chatas (o que na Ásia é raríssimo!), por euro e meio preparam-nos a fruta pro pequeno-almoço que mais parece tirada dum restaurante. Uma melancia só pra mim, prq compensar os copos de ontem. Ah, vida fácil!
E de repente descubro que sao precisos dólares e uma foto pro visto do Camboja.
Toca a passar num fotografo a correr, bater umas chapas, imprimir a cores, e bazar de taxi.
Mais um carimbo no visa, e toca a entrar no Camboja.
Super organizados, muito mal equipados, a entrada faz-se em carneirada, e há uma fila de agentes, uns 6 ou 7, que fazem cada um a sua validação até que nos entregam o passaporte novamente, altamente carimbado e com mais umas estampilhas pra
minha colecção.
O Leng é o nosso condutor de cyclo/tuktuk. Por 2 dólares cada um fomos do aeroporto ao hotel. Contratamo-lo por 20 dólares ao dia. Se calhar (e com certeza) estamos a ser levados na certa, mas ele tem cara de boa pessoa, e bom coração. O que viemos a descobrir depois, que é hábito no Camboja.
Jantamos perto do hotel e o dono do spot, um moço de 29 anos, explica-nos que trabalha numa organização que tira miúdos da rua, e das 16-23 gere o restaurante. Não me parece treta, mas no Camboja há imensa gente a trabalhar com organizações pra proteger crianças. Muitos serão corruptos e lançam mão de esquemas, mas se cada um contribuir com alguma coisa...ao menos isso.
O que é certo é que 85% da população vive na mais extrema miséria, basta dar 3 passos na rua pro comprovar. E são muito, muito simpáticos, e adoram dólares :) Os ordenados mais elevados são os das pessoas que trabalham nos hotéis, e rondam entre 70-80 dólares por mês. Os outros sobrevivem a sacar "one dolar" a turistas. E quando são as crianças que nos pedem...se ao menos fossem feiosos, mas este miudos são giros à brava pa! Dá logo vontade de dar uma de Angelina Jolie e trazer 6 pra casa!
Adiante, como já era muito tarde, não dava pra ir ao night market, e fomos beber uma cerveja ao que parecia ser um restaurante local muito simples, e eis se não quando me apercebo que estamos dentro dum bordel.... Não, não se distingue bem, tem de se
reparar em certos pormenores, e o meu companheiro de viagem e eu estavamos a curtir à grande observar como é quefuncionava aquele cenário. Não se vê nada, há uma espécie de private rooms com umas cortinas, mas sem tecto, e ouve-se tudo, mas nós não ouvimos nada de especial. Tínhamos um dos miúdos que servia à mesa, colado a nós pra ver se recebia uma gorja no fim, e de repente vemos uma miúda sair de lá de uma das casinhas cheia de espuma de barbear na cara, atrás do malfeitor. O certo é que não vi nada, a não ser umas moças demasiado produzidas na entrada, e não consegui perceber a idade delas, mas criancinhas de todo nao eram, talvez de 13 pra cima? Sim, sim, ainda são crianças/adolescentes, mas nós vimos uma série de bares iguais a este no dia seguinte também, e perante a pobreza a que assisti, com não acreditar que há milhares
de crianças a venderem o corpo? Não morri estúpida, e agora sei qual é "o formato habitual" desta miséria extrema esta presente nas ruas.
Não é que não me tenha apetecido salvar umas quantas crianças desta vida, mas elas não têm quem as sustente e regressam sempre à vida de rua.

Highlights
O restaurante do Vannakyoem
A entrada marada no Camboja



segunda-feira, janeiro 12, 2015

And I'm back!!

Está tudo escrito e relatado em pormenor sobre este tempo no Irão com a Nomad, mas antes quero acabar o relato do Vietname e do Cambodja, por isso vão ter de esperar mais um bocadinho.
Deixo mais uma foto, que me custou a escolher no meio de mais de três mil fotos, da Andorinha no Irão.
Bom ano 2015 pra todos!!!
Sofia


sábado, dezembro 27, 2014

Dá Deus nozes a quem não tem dentes

Neste momento estou sentada junto ao gate 43 do aeroporto de Lisboa. Dentro de hora e meia vou embarcar para a última e maior viagem deste ano: Irão.
Desde ontem que tenho o estômago às voltas, e não conseguia identificar o porquê. Pensei várias vezes que devia ser de estar farta de andar de avião nos últimos meses. Gostei muito da viagem pelo Sudoeste Asiático, mas foi muito desgastante em termos de vôos (apanhei 7 vôos em 15 dias e fiz 32 horas de regresso) e fazer mais 12 horas de avião logo um mês depois...se calhar era por isso que estava com cara de quem está a fazer um frete...se calhar era por isso que não me estava a apetecer embarcar novamente...
Dá Deus nozes a quem não tem dentes, pensei.
Até que passei nos controles e comecei a observar e a observar-me. E descobri finalmente o motivo: deja vu.
Deja vu dos últimos seis anos em que depois do Natal tinha que embalar as trouxas e voltar pra Amesterdão. Um sentimento bem conhecido: "ainda não me apetece ir embora".
E uma vez identificado o sacana, a purga: este texto.
É curioso como acções que tomamos naturalmente no decorrer do dia-a-dia nos marcam a ferros sem notarmos.
Eu nunca fui infeliz na Holanda, muito menos em Amesterdão. Eu sou anti-sofrimento, sou totalmente a favor de epidurais e anestesias, analgésicos e qualquer tipo de medicamento ou acção que evite dores. Advogo-me como anti-masoquista há anos.
Nunca fiz nada que me provocasse intencionalmente qualquer dor, e por isso nunca me apercebi de que me custava regressar todos os Natais.
Sabia que às vezes me custava meter-me no avião de volta e há-de haver por aí um post sobre isso. 
Mas nunca, nem nos meus sonhos mais remotos me passou pela cabeça que esta sensação estivesse ficada marcada a ferros, qual trauma.

Eu entendo aqueles que estão fora e adoptaram o País que os acolheu, aqueles que amam as emoções e experiências diárias noutros Países. Acima de tudo, e contrariamente ao que possa parecer, respeito-os muito nas suas escolhas e confesso-me invejosa desta capacidade de se apaixonarem diariamente pelos sítios e pessoas que conhecem.
Eu sou uma mulher de poucas e fortes paixões, sou apaixonada por Lisboa e por este rectângulo à beira-mar, pelos meus cães, pela minha família e pelos meus amigos, pela Candeia, e em 38 anos apaixonei-me por três homens. 
Embora seja de Braga, nunca fui apaixonada pela cidade, sabiam?
A mim as coisas ou batem ou não batem. E eu fui pra Amesterdão com o mesmo sentimento que se tem quando se conhece um tipo que se acha fascinante, há a paixoneta, the crush, mas depois começam a surgir aqueles pequenos apontamentos diários que de início são apenas inconvenientes, e anos passados dão origem a divórcios.
É isso, divorciei-me da Holanda. Nas me arrependo de me ter "casado" com ela, até porque como muita gente, tem coisas maravilhosas e com ela aprendi imenso, mas afinal não é ela o meu "par" ideal. E isto é algo extremamente pessoal, não é uma explicação ou justificação da minha maior decisão de 2014. É a purga de que preciso, o ordenar de pensamentos e acima de tudo de sentimentos, que me permite avançar, tal e qual como numa separação, passo a passo, de regresso ao melhor de mim, sem sentir que estou a cuspir no pratp que me alimentou a vida nos últimos anos.
E agora sim, estou pronta pra visitar a Pérsia, aquela porque me apaixonei quando li o Samarcanda do Amin Maalouf, e que já não existe senão no meu imaginário, mas que com certeza vai superar as minhas expectativas.
Desejo-vos um excelente 2015, cheio de saúde e alegrias, e que nele se tornem realidade os vossos sonhos, mas acima de tudo, que 2015 vos traga a vocês, e a mim, a capacidade de assumir as nossas paixões, sejam elas quais sejam, estejam elas onde estiverem, porque é isso que é ser feliz: seguir o nosso coração a cada instante.

quarta-feira, dezembro 24, 2014

sexta-feira, dezembro 19, 2014

Braguinha e Joaninha - O Pedido





O meu irmão pediu a namorada em casamento no fim de semana passado, e foi muito giro.

E eu sou a moça loira que foge do palco quando o momento é deles e eu ganho uma cunhada.

Que coitadinha, vai entrar numa família de malucos, mas ela é que quis :)))

Benvinda Cunhadinha, espero que o trambolho do meu Mano te trate bem, se não chamas por mim que eu trato-lhe da saúde, que é como quem diz, do outro joelho!

Muitos beijinhos pros dois noivos e muitas felicidades!



PS: alguém nesta família tinha de casar, num é? E ter filhos! Vá malta, quero sobrinhos!!! Vão ter a Tia mais fixe do universo!

quarta-feira, dezembro 17, 2014

Expressões faciais

Dizem que sou muito parecida com o meu irmão Carlos, mas sou claramente mais bonita :P mas o que é facto é que a maior semelhança é nas expressões faciais, principalmente em duas situações:
1) quando a pessoa que está a falar connosco está a dizer algo que duvidamos que seja verdade/possível - franzimos os olhos e viramos a cara de lado e olhamos por cima dos óculos e depois levantamos as sobrancelhas. Segue-se um pensamento comum mental "dasse q este gajo(a) é burro (a) ... + tás a ver se me comes por lorpa e vou-te f.... oh cab@ao + no fucking way.

2) quando já não podemos ver o elemento(a) à frente e a distância entre a palma da minha mão e a bochecha do indivíduo é algo que nos começa a fazer urticária e quer ser encurtada - olhar por cima dos óculos, sorriso nulo e cabeça inclinada. Pensamento comum mental "ia-te à tromba com uma pinta ó fdp, o melhor é desapareceres da minha vista em segundos!"

Há que ver que nós treinamos estas expressões um com o outro durante anos a fio.

Enfim, o que me salva é que trabalho muito tempo a partir de casa......e assim ninguém me pode ver na 1) e 2). A parte má é que ando a precisar dum saco de boxe.

Há dias em que eu tenho muita vontade

de dizer coisas como: faz o que eu te digo, or I'll hunt you down, you lazy "madafaker"!

quarta-feira, dezembro 10, 2014

Pra quem ficar pela Holanda, e tiver saudades de casa :)


Sábado 20 de dezembro .

Buffet por 17.50 euros por pessoa [exc bebidas]

entre as 19 e as 21 horas .
Entradas: snacks, rissóis, pasteis de bacalhau,gambas ,saladas frias , saladas de polvo etc...
Jantar: ,canja,grelhados[frango ,picanha ,entremeada], Filetes de peixe, Feijoada etc...
Sobremesas variadas.
Depois do Buffet haverá diversão musical.

Transportes para o local:

Elétrico 2 [sair centro comercial de Sloten]
Autocarro 195 do Museum Plein para Sportpark Sloten
FC Portugal Amsterdam
Noite Natalícia com AMBIENTE SELETO E EDUCADO!!!

PRÉ PAGAMENTO OBRIGATÓRIO

Para mais info: 0652325292

segunda-feira, dezembro 08, 2014

Não é justo...

Hoje é feriado em Portugal, mas na Holanda não. Logo eu acordei às 7 da manhã pra começar a bulir, enquanto cá em casa toda a minha gente roncava: Pai, Mãe, cães (os 4!), até os vizinhos... and it's so not fair! Eu também não quero trabalhar, humpft!

Eu não tenho escrito muito, porque tenho viajado muito (não estou a reclamar!) e trabalhado mais ainda, e não me sobra muito tempo.

Aqui vai um sumário:

  • Assumi responsabilidades novas no emprego, estou mesmo muito satisfeita, mas tenho trabalho a triplicar.
  • Fui à Serra da Estrela com 4 amigas: há 20 anos que não ia à Serra da Estrela, há 11 anos que não nos juntavamos as 5. E foi tãoooo fixe.

Ficamos nesta casa maravilhosa, que recomendo vivamente: Chão do Rio.

  • Apercebi-me que estou "demasiado Holandesa" e não no bom sentido. 
A minha honestidade e franqueza já chegou ao mal-educado. Tenho de começar a cortar a minha língua um bocado, principalmente entre outras nacionalidades que não a Holandesa, porque efectivamente, passei de bestinha, a rude. E não pode ser. Embora continue a achar que há momentos em que tal se torna produtivo, como ser capaz de dizer ao meu colega que está ao meu lado a falar no alta-voz, que mude pra uma sala de reuniões para que eu possa fazer o meu trabalho. Ao ser directa e fazê-lo frontalmente, embora o elemento do lado possa ficar amuado, eu vou poder continuar o meu trabalho e sair às 17 em vez de às 19 horas.
Mas moderação e bom-senso é o que me anda a fazer falta.


  • Ainda não fiz uma única compra de Natal, e estou completamente desinspirada. Não faço pálida ideia do que oferecer aos meus Pais e ao mano...



  • Já tenho o visto do Irão, e é espectacular, tem a minha foto e tudo! Brutal. E vou com a Nomad outra vez, por isso a esta altura do campeonato a única coisa que me preocupa é: mas que raio hei-de eu vestir durante 17 dias? Isto porque eles trataram de tudo, e eu só tenho que ir córtir, mai nada!
Tem que ser roupa que não fique justa, pelo menos que não revele as formas do corpo. E vou ter de usar o lenço na cabeça assim que sair do avião. Mas como é que se põe o bendito na cabeça? Ai a minha vida... pode-se mostrar alguma coisa do cabelo, ou é tipo os Marroquinos e nem um fio ao descoberto posso ter?

  • Além do Samarcanda do Amin Malouf, que outros livros me recomendam sobre a antiga Pérsia? Por favor, não me recomendem livros sobre como é que elas tiveram que fugir aos maridos ou aos Ayatolas, eu repito: ANTIGA PÉRSIA. Obrigada.



  • O Bitoque, a Juicy e a Petzi, estão óptimos, e eu continuo a morrer de inveja das sonecas deles. Gordinhos e bem mantidos pela senhora minha Mãe, estão cada vez mais bem comportados. Estou ainda a analisar o efeito que a ingestão de 7 comprimidos de Centrum possam ter tido no Bitoque, mas ele parece-me fino. Muito vitaminado, com certeza! E não, é claro que não lhes dei os comprimidos, foram eles que assaltaram o necessáire do meu primo que ficou lá em casa.


Isto pra sumário vai muito longo, vou-me masé fazer útil e bulir. Ai... vontadinha zero....

terça-feira, dezembro 02, 2014

Diário da viagem ao Vietname & Camboja - DAY 4 - Phu Quoc Island - Vietname

11 de Novembro de 2014, Cambodia

Acordar e dar um mergulho. A água é quente, tipo caldo, e não refresca, mas é muito limpa. O ar é quente e constantemente abafado da humidade e o céu tem nuvens carregadas e soltas que vão e vêm, tal como a chuva. Esta podia ser a casa do rouxinol, a chover e a dar sol.
Há vários chiringuitos, todos eles com uma ou duas barraquinhas coladas de massagens. São as massagistas residentes. Cem mil dongs, e fiz uma massagem completa. Uma hora de deleite por 4 euros, nem isso. As senhoras esfregam-nos em óleo e a massagem é forte. São todos tão simpáticos e tão doces nesta terra que nem tenho coragem pra negociar e pedir descontos como é meu apanágio.
Alugamos uma mota e fomos conhecer a ilha que é muitíssimo maior que o que esperava.
Não é fácil conduzir no meio desta malta, mas o condutor já viveu em Angola e está habituado ao caos. Acho que o meu coração andava aí pela zona da boca de cada vez que passávamos num cruzamento!
Há muitos cães por todo o lado, não sei se é por serem iguais aos donos, mas têm todos um ar meigo, e aproximam-se tímidos e simpáticos. O focinho parece sempre meio arraçado de chau chau, com pelinho que lhes confere um ar arredondado. São bem tratados, mas livres.
Por isso quando se anda na estrada tem que se ter atenção pra não os atropelar, porque eles passam e é tudo deles.
No meio da "via-rápida" há vacas a pastar e bezerros a mamar. Há pastores de lambreta que reúnem o gado com a ajuda duma vara, e há vacas que regressam a casa pelo meio da estrada, guiadas como se estivessem na montanha e o dono andasse a pé.
Nos rios amontoam-se barcos, pequenos e médios, cheios de gente que descansa nas redes. Também vi barracas miseráveis, no meio do mato, mas agora junto à estrada, sempre com redes e malta que arroxa ao calor.
Fizemos meia ilha até pararmos de mota algures, e almoçamos. Marisco, como sempre. Há muito, bom, e barato. O sítio era bonito, visivelmente pobre, mas a cor do mar ilumina e compensa.
O Vietname tem um turista de mochila, há pouco turista de luxo, porque abençoado seja, ainda não chegaram cá os resorts de luxo. Pelo menos não a Phu Quoc. Há um ou outro, mas não é como em Seminyak em Bali. As pessoas são por isso mais originais, os sítios embora simples, menos falsos e fictícios. E os Vietnameses muito mais queridos que os Indonésios.
O regresso a casa não foi pêra doce...há muita malta que não fala inglês, parecia tudo igual, e havia motas e bicicletas dos miúdos saídos da escola por tudo quanto é sítio! Aprendi que quando não percebem o que estou a dizer, fazem um gesto com a mão que parece que estão a acenar :))) Mão com os 5 dedos espetados pra cima e a palma da mão virada pro céu. Faz-me lembrar a música do "doidas, doidas, doidas andam as galinhas..."
Escolhemos um restaurante ao calhas perto do hotel, com bom aspecto. Era mais caro que os outros, mas valia a pena experimentar. A comida estava fabulosa, noodles com marisco e com carne no wok. Limão, coentros e malagueta em dose perfeita. O senhor cozinhava virado pra rua, foi isso que nos chamou a atenção. No fim do jantar começamos a falar com a moça que nos atendeu. O restaurante era do noivo dela, um Francês que tinha vindo ao Vietname há 3 anos atrás e a tinha conhecido na recepção do hotel. Ela era a recepcionista e ele o cliente. Antes de se ir embora, pediu-lhe o número e o email e durante um ano trocaram mensagens e namoraram à distância, até que ele, Chef de cozinha de um sítio conhecido no sul de França, mudou-se de armas e bagagens pra Phu Quoc e abriu um restaurante pra eles. Há nove meses que estavam abertos, e ela era agora a dona do estaminé, e tinha uma pedra no dedo maior que um dente meu.
Estava muito feliz, ia casar pro ano. Ela tinha 30 anos e ele 52. Nada parvo o gajo, ah?
Dei dois beijinhos à Nga (lê-se Nhá), um abraço e votos de boa sorte, e saímos pra ver o que se fazia por aqui. Um copo no Coco-bar, e uma boa noite de sono.
Pelo caminho (antes do jantar) apercebi-me que tinha deixado o cartão visa na porcaria do multibanco no aeroporto. Coisas à Sofia, que como já se conhece, já tinha mais dois cartões a postos pro caso de um deles falhar. Toca a cancelar o bicho, trocar 20 emails com o Visa pra fazerem o pagamento dos hotéis pendentes, e respirar fundo. Está tudo bem. Como disse a Marta quando soube:
Sophie being Sophie.

Highlights

Uma hora de massagem!!
Os pastores de mota a guiar rebanhos no meio da estrada
Perder o visa pela milionésima vez!
Fazer a ilha de mota e sobreviver ao trânsito
A noiva do Francês
O jantar do Francês

Viet Thanh Resort Phu Quoc


Viet Thanh Resort Phu Quoc


Phu Quoc Island - Long beach

Phu Quoc Island - Long beach

Esta foto dá dez a zero a qualquer uma dos cadeados de Paris

Phu Quoc Island - Long beach

Gosto muito desta foto

O céu super carregado que numa questão de horas desabou durante uma hora. E as imagens decorativas mais feias do universo...

Phu Quoc Island - Long beach

As vendedoras de fruta, todas cobertas, com meias e luvas e camisolas compridas, pra que o sol não as torne mais morenas, e na opinião delas, mais feias.

Pescadores tradicionais, dentro de uma cesta que é uma canoa considerada barco....

O descanso

Norte da ilha de Phu Quoc

Norte da Ilha de Phu Quoc

Norte da ilha de Phu Quoc

Norte da ilha de Phu Quoc

Casas e mercado flutuante, junto ao night market, em Phu Quoc.

Casas e mercado flutuante, junto ao night market, em Phu Quoc.

O jantar do francês - noodles com marisco - foi talvez a melhor refeição que fiz no Vietname.

Que tempo fofinho!



Depois de acordar ontem e levar com um feels like -6 pela tromba, hoje os -4 até me parecem outono...or maybe not!
Hoje saí de trabalhar às 4 e meia porque não me sinto bem, em dois dias consegui ficar doente. Rais parta, quem me manda a mim ter saudades dos meus amigos que cá vivem e ir jantar a casa deles no meio de temperaturas negativas? Espero estar fina amanhã, que isto assim não tem graça nenhuma.
Agora vou parar de teclar no telemóvel antes que me caiam os dedinhos ao chão de tãooo congelados.


sexta-feira, novembro 28, 2014

Ah, tão bom ir à Holanda numa das semanas mais frias dos últimos tempos...as saudades que eu tinha de parecer um chouriço de roupa.....NOT!


Magnífico texto!

Ipsis verbis, eu não consigo explicar melhor que a Agnes:

Além disso, lamento que assim seja, mas nem todos os sítios podem oferecer os mesmos sonhos. Se eu quiser ser actriz de Hollywood se calhar o melhor que tenho a fazer é ir para os Estados Unidos. Ou se quiser ser astronauta da NASA. Não há nada de errado em querer alcançar os nossos sonhos e sentirmo-nos realizados com o que fazemos, mas é preciso perceber que isso nem sempre pode acontecer à porta da casa onde vivemos desde sempre. E aos meus amigos que se queixam de não poderem voltar ao país que os viu crescer... vocês são uns privilegiados, pá, o que vos move não é a necessidade mas sim a ambição, e não é preciso pedir desculpa por isso. Só não me venham com histórias, sim?

Diário da viagem ao Vietname & Camboja - DAY 3 - Singapura - dia 2

10 de Novembro de 2014, Singapore

Marina Bay
Uma arquitectura esplendorosa.
Limpo, tudo muito limpo e sem marcas. Tudo muito novo e avançado, uma espécie de 1984, super controlado, big brother is watching you, o dito melting pot, com gente do mundo inteiro, raças e credos num caldeirão.
Gostei muito, mas de passagem. Muitas Chanel, Louis Vuittons, um mundo à parte.
Chegados a Ho Chi Minh, eis que surge o primeiro contratempo: nāo temos visto de entrada.
Devíamos ter pedido um antes de vir. Foi pobre a preparação, e embora tivéssemos tentado saber como é que os vistos de entrada funcionavam, entendemos mal quando lemos que é entregue no aeroporto.
É entregue, mas antes há que pedir uma approval letter. Resultado: fomos obrigados a arrotar 120 euros e foi se quisemos.
Roubadíssimos, mas paciência! Ninguém nos mandou ser burros.
Embarcamos a correr pra Phu Quoc Island e agora que cá estamos, vamos precisar doutro visto de entrada no Vietname e é se queremos, são mais 60 euros.
Há vistos de single entry e de multiple entry. Se quiserem fazer o mesmo e entrar e sair do Vietname, peçam multiple entry, e no www.myvietnamvisa.com mas ANTES de virem.
Enfim, não morreu ninguém, ninguém se magoou, é só dinheiro.
Mas não havia necessidade!

Highlights
Arrotar 120 euros pra entrada no Vietname
Marina Bay em Singapura
Fotos com o monge Budista no meio duma tempestade
As lulas fritas ao jantar em Phu Quoc Island
A casa da Marta & do Rui
O jet lag que nunca mais passa!

Marina Bay Center sobre um céu bem carregado.

I was there, in Singapore

Marina Bay Center
PS: Adoro esta foto

Marina Bay Center

Marina Bay Center

O monge

Ventoinhas públicas solares

Phu Quoc Island

Diário da viagem ao Vietname & Camboja - DAY 2 - Chegada a Singapura

9 de Novembro de 2014, Singapore

Aterramos por volta das 6 da tarde locais, e por recomendação apanhamos um taxi pra casa da Martinha e do Rui. Esperava-nos uma humidade e calor brutais, e uma cerveja gelada e um abraço apertado.
Conversamos, tomamos um banho rápido e fomos jantar spicy crab, my favorite desde que experimentei ginger crab na Malásia.
Jantamos lindamente no Jumbo Crab e quase tivemos um pequeno colapso quando vimos a conta. Nós íamos todos lançados pra pagar a conta aos nossos anfitriões e diz a Marta: Sofs, é melhor fazer à Holandesa, divide-se por quatro.
Martinha, deixa lá isso, não pode ser assim tanto.
300 Sing $
200€?!?!
Dasse, nem sobremesas pedimos, nem entradas....
Welcome to Singapore!!!
Eu sei perfeitamente que é a segunda cidade mais cara do mundo, mas os taxis foram muito baratos, induziu-me em erro.
Bastante mais leves no bolso, voltamos pra casa pra por o resto da conversa em dia. Soube a pouco, uma noite não é tempo nenhum de visita que se aproveite, mas voltarei proximamente com mais tempo.
E o jet lag? Bateu...bateu... Eram 4 da manhã e eu de olho aberto.... not an easy one!

Highlights
A conversa posta em dia com a minha Martinha!
A casa da Marta & do Rui
O spicy crab
Jet lag on the rocks



Diário da viagem ao Vietname & Camboja - DAY 1 - Partida, largada, fugida!

8 de Novembro de 2014, Portugal

Ainda não tinhamos saído do aeroporto e já tinhamos aviado duas imperiais. Cheira-me que vou andar alcoolizada a viagem toda... Not a problem :))
A selecção de filmes da Lufthansa era um bocadinho merdosa, mas deu pra ver o Boyhood, com o Ethan Hawke e a Patricia Arquette. Inacreditável como levaram 12 anos a filmar este filme só pra poderem acompanhar a adolescência destes dois
miúdos, muito bom.
Seguiu-se o Woddie Allen e o fading Gigolo, igualmente bom, com a Sharon Stone e a Sofia Vergara e o John Turturro. O sono venceu-me e aterrei a dormir. Odeio dormir em avioes, nao ha posição possível! Estou toda partida, mas o jet lag não vai vencer.

Highlights
Boyhood
Fading Gigolo
Dormir 5 horas num avião
A cotovelada na tromba que levei do cabrão do Francês ao meu lado


quarta-feira, novembro 26, 2014

And I'm back! E só pra abrir as hostilidades, em vez de falar do Sócrates (it made me sooo happy!), vou mostrar os do's and don't dos Holandeses

1) Do not be late.  Ever.  For anything. Under any circumstances.  Not even if you call ahead. Really, seriously.  Don't be late.

2) Do not "just drop in"; do not "just come by", do not expect that, if you see someone you know out and about, that you will be invited to join their table.  It is not exactly a faux pas to invite somebody to join yours; but they will look at you funny and visibly recall that you are foreign.  Do not expect to be fed when invited over unless food is specifically mentioned.

3) Do not cancel, ever.  Please see #1.  For this one you may be forgiven if you are actually in hospital.

4) Do not use hyperbole.  Spontaneous compliments are also likely to startle the person you are complimenting and people literally do not know what to do with them..

5) Do not start a conversation by asking what people do for a living.  Instead, ask them what they did on their last vacation.  Or what was their favorite vacation.  

6) Do not touch people.  They don't like it in general; or it will be interpreted as a come-on. (Be warned about flirting; Dutch men at least are likely to take you rather more literally than you might expect.  I never flirted with Dutch women so I can't tell you). 

7) Shake hands when you meet somebody and say your name.  Look everybody in the eye, all the time.  The eye contact thing in Holland is a thing you get used to; it is hard to lose the impression that you are being stared or glared at.

8) If you are walking down the road and you hear a ringing sound behind you, it's a bike.  Get the hell out of the way.  They will in fact kill you.

9) That crowd of people at the cash register is actually a line.  Do not walk through the crowd to pay, they might kill you for that, too.

Daqui.

sábado, novembro 08, 2014

A caminho do Vietname e do Camboja


A ver se desta vez não fico sem os relatos da viagem como aconteceu com Marrocos!
E se não perco o passaporte como na Indonésia!
E se vou e volto inteirinha, que eu vou de mochila às costas e vou vir tão arrebentadinha oh pa! E TÃO FELIZ!!!
Até já!!


terça-feira, novembro 04, 2014

Alice no País das Maravilhas

Tenho um colega de quem gosto muito, é um senhor já com 50 e muitos anos, foi militar e por isso é muito exigente e faz sempre tudo by the book, e normalmente não é muito sociável, ou melhor dito, não se dá a muitas confianças.
Um dia, a meio duma reunião em que estavamos os dois engalfinhados a discutir uma ideia, ele pergunta-me se já li a Alice no País das Maravilhas.
Sim, e não há muito tempo, achei o livro maravilhoso!
Pronto, e assim conquistei a simpatia dele, que acha que o Alice in Wonderland é um dos melhores livros de todos os tempos, e que se adapta sempre a todas (ou quase todas) as circunstâncias da vida.
Vai daí, meia volta solta uma pérola, e esta foi a última.
Depois de 300 mil emails trocados para resolver uma questão pendente há meses, e que só ficou resolvida agora quando eu finalmente consegui deitar as unhas à coisa. E quando pensava que estava tudo resolvido, houve mais um revés, e ele mandou-me o seguinte:

A quote to lift up your spirits....

“How puzzling all these changes are! I'm never sure what I'm going to be, from one minute to another.” 

or do you prefer this one....

"But I don’t want to go among mad people," Alice remarked.
"Oh, you can’t help that," said the Cat: "we’re all mad here. I’m mad. You’re mad."
"How do you know I’m mad?" said Alice.
"You must be," said the Cat, "or you wouldn’t have come here.” 

Eu escolhi a segunda, we are all mad :)

quinta-feira, outubro 30, 2014

Pra nao ser injusta, o sol apareceu

Mas céu azul como o nosso.... Nahhh


E ao terceiro dia, fez-se luz!

NOT!!!

Mas eu hoje já me vou embora, por isso os ânimos alteram-se e finalmente vou deixar de estar cinzenta como o tempo.
Já andei de luvas e de gorro, já vesti 3 camadas de roupa, e já vi os meus amigos e matei saudades. Deles, decididamente não do clima.
Hoje já durmo em Braga, junto dos meus pequerruchos e amanhã vou levar os meus Pais a jantar fora porque fazem 43 anos de casados. E 43 anos devem ser celebrados a todo lo alto!
Parabéns Dona Ju e Sô João, casaram no dia das bruxas e elas abencoaram-vos!